A dieta do sangue do Dr. Peter D’Adamo ainda produz muita controvérsia para as pessoas no campo da medicina e segundo alguns especialistas não tem base científica. A teoria é que o tipo de sangue, ou grupo sanguíneo tem efeitos sobre a maneira que o seu corpo decompõe e processa os diferentes tipos de alimentos. Ao seguir a dieta do sangue, ou dieta dos grupos sanguíneos irá sentir-se mais saudável, baixar o risco para certas doenças e ao mesmo tempo emagrecer. Esta dieta para emagrecer é muito saudável e ajuda a atingir um equilibrio natural do corpo.

A dieta do sangue é também uma dieta para emagrecer. Pode ficar surpreendido mas existem muitas pessoas que nem sabem qual o seu grupo sanguíneo, muito menos que isso afecta a sua relação com a comida, exercício, personalidade e vulnerabilidade a doenças. Ainda existe cepticismo que e algumas pessoas dizem que a correlação entre o tipo de sangue e a nutrição não tem correlação, ou que não pode prevenir doenças como os problemas de coração. Ao escrever este artigo quero mostrar o ponto de vista desta dieta menos conhecida mas fácil de implementar. Leia atentamente e veja se pode aproveitar alguma informação para aplicar nos seus hábitos alimentares.

William C. Boyd publicou em 1950 um livro chamado “Genética e as Raças do Homem: Uma introdução à antropologia física moderna”. Este homem era um químico de imunidade e um antropologista de tipos sanguíneos. Ele explicava como a analise genética de grupos sanguíneos dividia a população mundial geograficamente em 13 raças diferentes. O Dr. Peter D’Adamo, um médico de Stanfort, agrupou essas 13 raças em grupos sanguíneos. D’Adamo continuou o trabalho do seu pai, James D’Adamo, que já tinha começado um investigação científica sobre os tipos de sangue. Muita gente ficou interessada com a divulgação do livro “Eat Right 4 Your Type” que se tornou num best seller.

Ao longo dos milénios os nossos tipos sanguíneos evoluíram, dispersando em muitas direcções devido as várias dietas que os nossos antepassados tiveram. Assim, nó podemos ajustar a nossa dieta para um melhor conforto e saúde. Podemos aprender muito com os nossos antepassados e com os animais, instintivamente eles sabia o que lhes fazia bem e sobreviveram no ambiente em que viveram. Por exemplo, os felinos, como os leões, tigres, chitas e leopardos são carnívoros e não os veria a alimentarem-se de hidratos de carbono. Outros animais são vegetarianos e instintivamente não comem carne. Os animais tem um sexto sentido ou um mecanismo de protecção e os humanos tem esta capacidade se tentarmos ouvir os nossos sentidos. Evoluímos e tornamo-nos domesticados, perdendo os nossos instintos para os nossos hábitos alimentares. A maioria dos animais de uma determinada espécie vive durante um determinado período de tempo porque sabem quais as comidas que devem comer para maximizar a sua esperança de vida. Os animais também tem um risco muito pequeno de problemas cardíacos e muitos morrem de causas naturais como a velhice.

A dieta do sangue parte do principio das lectinas, que se encontram nos nossos alimentos e nos podem causar interrupções na nossa corrente sanguínea e provocar-nos doenças. Alguns especialistas sugeriram que quando comemos comidas que são “boas” para o nosso grupo de sangue, podemos evitar doenças. Então o que são as lectinas e o que fazem? Uma lectina é uma proteína encontrada nos alimentos, que ligam as glicoproteínas aos glicolípidos causando a aglutinação. Isto quer dizer que pequenas moléculas na nossa comida fazem com que o sangue e outros tecidos celulares se colem uns aos outros. Isto significa que se comer uma comida que tenha proteínas de lectina e essas não são compatíveis com o seu tipo de antigénio no sangue, vai resultar um contra ataque nos seus órgãos e organismo. Depois irá começar a aglutinar células nessas áreas. Quando a comida não é compatível, as células nessa área vão colar-se e destruírem-se. Mas existe protecção contra as lectinas, o nosso sistema imunitário destro 95% das lectinas da nossa comida. Apesar disso os 5% restantes podem causar problemas se o seu tipo de sangue for reactivo. Agora vou-lhe dar uma pequena introdução dos vários tipos de sangue que existem e das comidas recomendadas para cada um.

Grupo O

O grupo O é o grupo sanguíneo mais velho, em que as pessoas caçavam para sobreviver, sendo o alimento predominante a carne. Os tipos O são encorajados a comer carne branca e vermelha com pouca gordura, limitando o seu consumo de derivados do leite, cereais (o trigo é o que devem evitar mais) e legumes. Apesar desta dieta ser alta em proteína animal, o grupo O requer uma quantidade de exercício físico elevada para queimar as calorias da carne. Os tipos O são susceptíveis a problemas digestivos, artrites e problemas de tiróide. Isto deve-se a um sistema imunitário hiper-activo. As comidas com o trigo e lacticínios promovem inflamações para este tipo de sangue, o que podem causar desequilíbrios na imunidade.

Grupo A

O tipo A adapta-se bem a uma dieta vegetariana. Este é o segundo grupo sanguíneo mais velho, que evoluiu quando as populações começaram a ter um estilo agrário. As pessoas que viveram nessas áreas adaptaram-se e evoluíram devido ao meio ambiente em que estavam inseridos. Para o tipo A recomenda-se o consumo de legumes, feijões, cereais, frutas, vegetais pequenas quantidades de lacticínios e a eliminação de todas as carnes. O tipo A produz pouco acido hidroclórico e assim não se da bem com carne e lacticínios. Assim recomenda-se que as pessoas do tipo A não consumam carnes vermelhas e devem evitar exercício muito intenso, concentrando-se mais no ioga, meditação e alongamentos. Os indivíduos do grupo sanguíneo A consomem menos calorias quando não comem carne. Neste grupo sanguíneo existe um gene de alcoolismo e são mais vulneráveis ao cancro, diabetes e problemas cardíacos caso não tenham uma vida saudável.

Grupo B

Depois apareceu o grupo sanguine B que eram nómadas tendo assim uma alimentação mais variada. O grupo B deve comer carne (mas evitar o frango), lacticínios, todas as frutas, a maioria dos vegetais e alguns tipos de feijão. Os nómadas devem evitar nozes, amêndoas, todos os tipos de sementes e o trigo. Os indivíduos de grupo B funcionam melhor quando fazem um programa de exercício moderado. Tem tendência a sofrer muito de infecções urinárias. As pessoas do tipo B têm tendência a apanhar doenças virais quando tem o sistema imunitário fraco. As doenças virais com a pneumonia, esclerose múltipla e a doença de Lou Gehrig são alguns exemplos. Quando a dieta é seguida a imunidade fica mais forte e é muito mais fácil evitar estas doenças.

Grupo AB

O último grupo sanguíneo é o AB, referido com os enigmas. É referido como enigma porque combina a dieta do grupo A e grupo B com doses de carne mais pequenas. Este é o tipo de sangue mais novo e mais raro que evoluiu e é o que está melhor adaptado a uma dieta moderada, tendo as vantagens de dieta A e B. Podem comer alguma carne e lacticínios. Os tipos AB podem comer algum trigo e a maioria dos vegetais e frutas. A carne não é tão bem digerida quando comparada com peixe fresco, lacticínios, soja e cereais (com excepção do trigo). A nível de exercício o AB dá-se bem com qi gong, ioga, meditação e exercícios que acalmam a mente e revigoram o corpo. O exercício aeróbio é bom desde que não seja extremo. Os tipo AB tem facilidade de apanhar as mesmas doenças do tipo A e B.

Há cerca de 5 anos atrás, com a publicação do livro “Eat Right 4 Your Type” eu falei com alguns amigos que são dietéticos sobre este assunto. De inicio ele ficaram muito cépticos mas vários deles tiveram experiências muito positivas alguns meses depois de ter experimentado a dieta. O que eu notei foi que a maioria das pessoas com que falei da dieta do sangue, foram o mesmo tipo de críticas que são feitas a dieta de Atkins. Os entendidos da matéria afirmam que as teorias não têm base científica. Hoje em dia já há muita investigação científica feita para provar estes efeitos. Esta investigação constante é algo que não se vê nas dietas comuns de que ouvimos falar. Tenho alguns amigos que tem problemas de pressão sanguínea, diabetes, doença de Crohn, lupus e outras. Muitos deles conseguiram melhorar a sua saúda seguindo as instruções da dieta do sangue. Eu tomei uma nota mental e notei que a maioria destas pessoas tem as doenças e situações médicas que são descritas nas fraquezas de cada grupo sanguíneo. Foram feitos estudos sobre a correlação entre o tipo de sangue e com as doenças de pacientes a partir de fichas médicas do recentes e de uma altura que nem se falava nesta dieta. Todos somos diferentes uns dos outros e o nosso sangue não é a única coisa que determina a nossa dieta ou doença. Mas têm um factor importante e as pessoas que tem interesse em aumentar a sua qualidade de vida deve ter consciência dos efeitos do seu grupo sanguíneo. Perder peso com dietas para emagrecer, pensando também no grupo sanguíneo correcto é muito mais fácil do que se estiver a seguir um plano feito para outro tipo sanguíneo! Ainda tem de comer o número certo de calorias e fazer o seu exercício, mas a dieta correcta vai dar-lhe mais energia e fazer com que o processo seja muito menos duro e penoso.

Eu costumo experimentar dietas para emagrecer diferentes e decidi experimentar a dieta do Peter D’Adamo durante um pouco mais de um mês. Nessa altura consegui perder cerca de 5 quilos e os meus problemas digestivos melhoraram muito. Também me senti com mais energia. Demora entre 7 a 10 dias para começar a sentir os efeitos, especialmente se tiver problemas intestinais. De um ponto de vista pessoal acho que os resultados foram muito positivos. Não sou um antropologista de tipos sanguíneos, não sou médico nem cientista, mas esta dieta funcionou para mim e vale a pena tentar não é? Esta dieta é capaz de ser a menos destrutiva e mais interessante de todas. Pode experimentar os diferentes tipos de alimentos e ver as reacções do seu corpo, ao ver as suas reacções aos alimentos vai começas a conhecer o seu corpo. Um exemplo interessante é um Tipo O que é o sangue carnívoro, mas também existem muitos O’s vegetarianos.

Um tipo O que escolhe evitar a carne tem de trabalhar mais e ser criativo que um tipo A para conseguir os seus nutrientes. Um tipo O deve evitar lacticínios, mas pode achar que a vida não vale a pena sem gelados e vai ver quantos gelados consegue tolerar. Uma pessoa consegue sentir se um determinado tipo de alimento é adequado ou não quando ingere esse alimento de estômago vazio. É preciso alguma experimentação para ver quais são as comidas que energizam e as que enfraquecem ou dão má disposição. É uma boa ideia manter um diário para poder rever e controlar quais as comidas a que o seu corpo reage bem ou mal. Penso que os leitores mais cépticos gostariam de ver justificações científicas detalhadas antes de começar uma dieta para emagrecer e para uma saúde melhor. Apesar de os especialistas não terem muitas coisas positivas a dizer sobre a dieta do sangue e sobre nutrição a partir do grupo sanguíneo, vou deixá-lo pensar sobre a sua alimentação actual. Eventualmente vai chegar à conclusão que a sua alimentação não é a mais adequada. A dieta do sangue é um plano nutricional que consiste em comidas frescas e naturais e pode ajudar a purificar a sua dieta, tirando comidas processadas, álcool, chocolate e café.

Espero que tenha explicado e aberto os seus horizontes sobre a dieta do sangue. Para mais informação pode deixar um comentário, porque acho que vale a pena integrar os princípios desta dieta em qualquer plano alimentar. Decida por si próprio se quer integrar alguns ou a maioria dos conselhos da dieta do sangue na sua dieta. De certeza que não lhe vai fazer mal!